A Hotone provou que leva os seus designs de pedais tão a sério como a sua linha de modeladores, como vimos no ano passado com o Verbera. Agora, com o Hotone Freqlux, a marca apresenta um pedal de pitch shifting polifónico que, tal como o efeito de reverb, vai muito além das opções convencionais.

Como soa o Hotone Freqlux?
No mundo dos pedais de efeitos, há necessidades muito diferentes no que toca a pitch shifters. Há quem não queira voltar a afinar a guitarra só por causa de algumas músicas, seja para tocar meio tom abaixo ou mudar temporariamente para Drop-C. Depois há os fanáticos dos solos que querem dar mais brilho aos seus arpejos ultra-rápidos à la Dream Theater com algum toque polifónico.

E claro, há também os sound designers e produtores de ambient. Sons que flutuam, giram e vagueiam. Existem efeitos de pitch shifting para cada um destes cenários, mas raramente um que cubra tudo. O Hotone Freqlux pode muito bem ser esse pedal. Este novo pitch shifter vem com três pitch shifters independentes, cada um capaz de funcionar em cinco modos diferentes, todos com efeitos próprios. Impressionante.

As possibilidades do Freqlux vão desde afinações em drop simples até um modo Arp, onde cada nota pode ganhar um brilho interminável (e sempre dentro da tonalidade!). E com os efeitos de modulação integrados (chorus, tremolo, phaser, flanger e vibrato), o som pode oscilar, girar e flutuar.

Que funcionalidades oferece o Hotone Freqlux?
Através dos três controlos superiores (H1, H2, H3), ajustam-se as definições de cada um dos três motores de pitch. Primeiro escolhe-se o modo: PolyShift, KeyTrack, Detune, ARP ou Mod Only.

O modo PolyShift altera notas e acordes completos de forma polifónica. Com o KeyTrack, a alteração de pitch acontece dentro de uma tonalidade definida, em vez de cromaticamente.

O modo Detune permite micro-afinações para criar efeitos de chorus. O modo ARP corta e altera cada nota como um arpejador de áudio. Já no Mod Only, é possível aplicar um dos efeitos de modulação às notas sem alterar a afinação.

Além disso, podes definir níveis independentes, posicionamento panorâmico, drive e intensidade de modulação para cada um dos três motores. Se tudo isto parecer demasiado complexo ao início, basta explorar os 95 presets incluídos de fábrica. Para experiências próprias, tens ainda mais 105 espaços adicionais.

Que ligações oferece o Hotone Freqlux?
Naturalmente, todo o percurso de sinal do pedal funciona em estéreo, mas também podes usar um sinal mono caso não queiras um som tão largo e envolvente.

Além da qualidade sonora e da precisão de tracking (a rapidez e exactidão com que o pitch shifter reconhece as notas tocadas), a latência é um ponto importante num efeito digital deste tipo. A Hotone indica entre 4 e 5 ms, algo praticamente imperceptível, mesmo em solos a 250 BPM.

O Freqlux utiliza conversão AD/DA de 32-bit, o que deverá evitar clipping ou ruído perceptível. Em termos de ligações, o Hotone Freqlux inclui entradas e saídas estéreo (TRS), duas entradas MIDI e expressão, além de uma porta USB-C para actualizações de firmware e gestão de presets através do software gratuito da Hotone para computador.

Todo o fluxo de trabalho é gerido através do ecrã LCD a cores integrado, seis knobs (que também funcionam como botões) e dois footswitches. Ao comprar, convém ter em conta que o Freqlux requer uma fonte de alimentação capaz de fornecer 500 mA.

Quanto custa o Hotone Freqlux?
O Hotone Freqlux já está disponível por cerca de 299,00 euros.