O músico Jorge Palma morreu na noite de segunda-feira, vítima de uma paragem cardiorrespiratória, anunciou a família em comunicado nas redes sociais. Nascido em Lisboa a 4 de junho de 1950, Palma foi um dos nomes maiores da música portuguesa contemporânea, com uma carreira de mais de meio século como cantor, compositor e pianista.
Aprendeu piano ainda criança e chegou a atuar no Conservatório Nacional aos oito anos, antes de trocar a música clássica pelo pop-rock em meados dos anos 60. Passou por vários grupos ao longo da carreira, entre eles Sindicato, Cabeças no Ar, Rio Grande e o seu próprio projeto Palma's Gang, além de ter vivido uma fase como músico de rua em várias cidades europeias antes de se fixar definitivamente em Portugal.
A solo, editou álbuns marcantes como "O Lado Errado da Noite" e "Asas e Penas", que lhe deram êxitos como "Deixa-me Rir" e "Frágil" no final dos anos 80. Já no novo século, o single "Encosta-te a Mim" (2007) trouxe-lhe uma nova vaga de popularidade junto de gerações mais jovens. Para além da carreira a solo, foi também compositor para outros artistas, incluindo Carlos do Carmo.
O reconhecimento acompanhou-o até ao fim: este ano tinha sido distinguido com o Prémio Carreira dos PLAY – Prémios da Música Portuguesa e condecorado Comendador da Ordem do Infante D. Henrique pelo Presidente da República.
A família — a mulher, Rita Tomé, os filhos Vicente e Francisco Palma, e os seus managers — pede que seja "lembrado pelas suas canções e palavras", agradecendo "toda a amizade demonstrada ao longo dos anos".
