Bem vindo(a)!

O MERCADO SONORO é uma plataforma gratuita de PROCURA & OFERTA de músicos... e não só.
Está no caminho certo para concretizar o seu projecto.
Boa sorte!

FECHAR
ABRIR
James Hetfield fala abertamente sobre seu processo de criação. Nos últimos tempos, o vocalista e guitarrista dos Metallica tem-se dedicado à composição quase que diariamente, buscando inspiração em “todos os tipos de música”, segundo o próprio. Para o artista, um compositor em específico é um “mestre artesão das letras” e um de seus maiores modelos. 

O assunto surgiu durante o mais recente episódio do podcast semanal do quarteto, Metallica Report. Ao abordar o seu método de pensar nas canções, o músico destacou a importância de escolher as palavras corretamente, analisando não só o seu sentido, mas a característica visual também – citando como exemplo “Lux Æterna”, single do álbum “72 Seasons” (2023).

Conforme transcrição da Blabbermouth, ele disse:  “Eu nunca estudei literatura muito a fundo — na verdade, nunca mesmo. Todos os livros que devem ser lidos quando criança, eu não li. Mas às vezes pego um livro e dou uma folheada. Normalmente vejo palavras que acho interessantes e isso me traz curiosidade. Para mim, vindo de um background gráfico, a aparência de uma palavra é quase mais importante. Tipo Lux Æterna. É incrível. Tem um X no meio, e depois o A e o E juntos. É muito legal […].”

Então, Hetfield mencionou um ídolo no quesito composição: Tom Waits. Aclamado, o músico de 75 anos já lançou dezessete álbuns de estúdio e faz parte do Rock and Roll Hall of Fame desde 2011, ganhando notoriedade também pelas produções para trilhas sonoras. Para Papa Het, é claro o dom do colega de profissão em contar histórias:  “Tom Waits é um verdadeiro mestre artesão das letras, capaz de pintar uma imagem completa em uma única frase. Isso me fascina e exige esforço. Eu vi o Tom praticamente viver desse mesmo jeito. Era o vocabulário dele. Ele conseguia falar assim [igual compõe]. Eu não consigo.”



Por fim, concluiu: “Para mim, colocar palavras na música é como adicionar um outro instrumento. Você só quer deixar as palavras mais fortes, aquelas que realmente transmitam a mensagem. Mas eu não sou um contador de histórias.”