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Músicos e parceiros para projecto musical original — Rock Alternativo, Hip-Hop e outras infl.. - Lisboa

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Publicado por Alves
Olá! Acabei de lançar o EP «Gaiola de Cristal» - projeto musical ManipulNation - disponível nas principais plataformas digitais. São quatro canções originais em português, que podem ser ouvidas no Spotify, no SoundCloud ou noutras plataformas, e que cruzam o rock alternativo, o hip-hop e outras influências, com uma forte componente interventiva e crítica.

As letras abordam temas como a geopolítica, o declínio do poder americano, a influência dos lóbis, dos grandes grupos económicos e dos bilionários nas decisões políticas, bem como os mecanismos de poder e manipulação que condicionam a sociedade contemporânea. Mas há mais música na gaveta! Tenho também 13 temas originais em inglês, ainda inéditos, que exploram diferentes sonoridades e mantêm uma forte identidade crítica e conceptual. Cinco deles são, na minha opinião, particularmente fortes e têm um enorme potencial.

Estou a ponderar diferentes possibilidades para este material, incluindo a formação de uma banda que lhe dê vida em palco e em estúdio. Estou igualmente aberto a outras formas de colaboração, seja com músicos, vocalistas, produtores ou outros criativos, incluindo parcerias artísticas, cedência de temas ou outros modelos de colaboração a acordar.

Sou um criativo, com provas dadas em várias áreas, mas relativamente inexperiente no meio musical e sem uma rede de contactos neste universo. É precisamente por isso que procuro pessoas com vontade de explorar ideias originais, experimentar sonoridades e construir algo com identidade própria.

Se tens interesse em projetos musicais com conteúdo, personalidade e uma abordagem crítica da realidade política, social e económica, talvez possamos fazer algo interessante em conjunto. Terei todo o gosto em partilhar, por mensagem privada, o link para audição dos 13 temas inéditos, mediante um compromisso de confidencialidade e de não divulgação do material. Se a proposta te desperta curiosidade, entra em contacto. Todas as ideias e propostas de colaboração são bem-vindas!

Obrigado pela atenção!

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Publicado por jazzevedo
Nada de Inteligência Artificial certo?
É que de repente começaram a sair uns Mozarts da clandestinidade, e todos eles com pedidos semelhantes ao teu.... "Tenho aqui uns temas e preciso de malta para os tocar"...

Muito cuidado... Como diz o povo "a mentira tem perna curta"!
 
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Publicado por Alves
Todas as músicas são de minha autoria e os direitos de autor pertencem-me em exclusivo. As letras e as melodias foram criadas por mim, bem como o ritmo e a interpretação vocal preliminar.Algumas das músicas estavam praticamente concluídas no Ableton; outras estavam a meio, paradas por motivos diversos. Em algumas destas, recorri ao Suno para gerar a base instrumental, que depois voltei a trabalhar no Ableton até à versão final. Esta ferramenta permitiu-me acelerar o processo e poupar tempo de produção, mas a criação, a direção artística e a finalização de todas as músicas são minhas. 

Tenho todos os registos que comprovam a minha autoria (registos autorais, projetos do Ableton, versões, gravações, letras e ficheiros de trabalho) e posso apresentá-los sempre que necessário.
 
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Publicado por jazzevedo
Eu posso criar cenas no Suno exportar as stems e abri-las no Ableton criando pistas... isso não prova que a música saiu da minha cabecinha!
E nessas onde recorreste ao Suno como as vais apresentar? Que créditos lhes vais atribuir... pode-se saber?
 
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Publicado por Alves
Percebo a tua indignação e de facto existem pessoas que usam as plataformas de ia de música de forma indevida e desrespeitosa, mas não sinto que tenha sido o meu caso, pois tentei usar o Suno apenas como uma ferramenta adicional, uma ferramenta de complemento da sonoridade, para fazer certos instrumentais de apoio com os quais estava a ter dificuldades em fazer no Ableton, não estava a gostar do som, iria demorar mais 2 ou 3 anos a chegar lá, dado o ritmo de aprendizagem intermitente que tenho tido.

O teu ponto, francamente, em grande parte, em termos gerais, faz sentido, mas permite-me por favor separar as coisas, porque estamos a falar de planos diferentes: o direito de autor, os direitos do master e a forma como usei o Suno. Começando pelo direito de autor: tenho todos os comprovativos de que criei as letras e as melodias, previamente a sequer ter subscrito ao Suno, tive grande cuidado nesta vertente. Aliás, nos termos do artigo 213.º, n.º 1, do Código do Direito de Autor e dos Direitos Conexos (CDADC), aprovado pelo Decreto-Lei n.º 63/85, de 14 de março, os direitos de autor sobre uma obra musical são atribuídos desde a sua criação, bastando para tal que existam letra e melodia originalmente concebidas, não sendo necessária qualquer formalidade de registo para que esses direitos se encontrem protegidos.

E aqui há um outro ponto que posso acrescentar: algumas das versões em inglês que tenho no Suno são aproveitamentos de músicas que fiz e registei no IGAC em 1998. Ou seja, a base criativa dessas músicas existe e está documentada há quase trinta anos. Portanto, nesse plano, a minha posição não é só sólida — é até bem anterior ao Suno. Agora, o master. O master é um direito conexo, do produtor fonográfico, distinto do direito de autor. Quem produziu aquela gravação específica pode ter direitos sobre essa fixação. E aqui o meu ponto é simples: o Suno, na versão que tenho, permite-me exploração comercial. Os termos do Suno dizem expressamente que, para assinantes pagos, as músicas descarregadas através dos canais permitidos podem ser usadas comercialmente, e que esses direitos são perpétuos e não são afetados pelo fim da subscrição ou por alterações posteriores. Portanto, não estou a fazer nada que os termos não autorizem. Dito isto, para cada uma das músicas publicadas, o master que tenho é temporário. Quando existir um acordo com uma banda será feito um master final, o qual substituirá o inicial, para efeitos de divulgação e comercialização. E se for feita uma gravação de raiz, a questão do master do Suno desaparece, na prática.

Alias, foi também por essa razão que ainda nao publiquei as 13 músicas em inglês.  Porque assim se mantém em aberto a opção de a banda poder fazer 13 masters próprios, integralmente humanos e lançados já em nome da banda, caso uma banda venha a mostrar interesse por este projeto.Gostarias que eu te facultasse o link privado do Soundcloud para poderes ouvir esses temas?  Queria frisar que me parece que a transparência perante editoras, parceiros, bandas e público é o caminho mais adequado, e é o que tenho feito e o que estou a tentar também fazer neste momento. E depois há um tema que para mim é central. Nao sei se chegaste a ouvir as 4 músicas portuguesas?Se as ouvires, irás verificar que todas se encontram em géneros diferentes.Não é uma questão de mérito artístico abstrato. É uma questão prática: mesmo um produtor muito experiente em Ableton (que estou longe de ser, infelizmente) teria dificuldades em conseguir fazer quatro músicas em géneros completamente diferentes, cada uma com uma sonoridade própria, em pouco tempo. Não é o mesmo que fazer quatro faixas do mesmo género com pequenas variações. Cada música pedia uma abordagem diferente — instrumentação, ritmo, atmosfera, forma de cantar, forma de produzir. O Suno foi a ferramenta que me permitiu complementar essas ideias com a rapidez que eu precisava, sem ter de contratar uma banda ou entrar numa editora que ficaria com os direitos do master. Podia ter feito isso? Podia ter tentado. Mas esta foi a forma mais fácil, mais rápida, mais barata e o resultado criativo é meu. A ferramenta não apaga o trabalho de conceção que está por trás de cada uma dessas quatro músicas. Os quatro géneros não são um detalhe — são mais uma evidência de que o trabalho criativo é meu e que a ferramenta foi apenas isso, uma ferramenta.

E além disso, no caso de qualquer disputa legal, os registos do suno comprovam para a posteridade, sem margem para dúvidas, todos os inputs que la foram inseridos (textos, áudios, emulação de voz, prompt e parâmetros adicionais) e respetivas datas. Portanto, eu vejo as versões das músicas existentes, e que apresentei, apenas como “demos”, para se poder ver a qualidade dos temas e tentar fazer um acordo com uma banda. E então aí sim, depois chegará a altura de fazer-se um master final para cada tema.

Master esse que pode ser parecido ou distinto do que atualmente existe para cada tema (dependerá das opções artísticas a decidir pela equipa e limitações técnicas e instrumentais da banda com quem for feito o acordo)A questão dos créditos que colocaste – e bem – aplica-se somente em termos do master, o qual se pretende que seja temporário, e venha a ser substituído, como já referi, deixando nessa altura de ser um tema.Espero ter conseguido esclarecer, estas questões são complexas e estão todas interligadas, e obrigado por me teres dado a oportunidade de esclarecer as mesmas, que são sem dúvida pertinentes. 

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Publicado por jazzevedo
Eia! não estava à espera, nem pedi uma explicação tão exaustiva, mas compreendo o teu argumento.

A minha intervenção, tem a ver sim com a questão ética, a transparência, a seriedade e no fundo a postura com que cada um está na música.
Sei de gente, músicos com muitos anos de actividade que por preguiça ou por incapacidade nunca fizeram um original na vida mas agora apresentam-se com repertórios totalmente originais. É estranho não é? Passaram a vida a tocar versõezinhas e agora são génios da criação musical?

Sei por exemplo de um caso de um tipo que fez (ou melhor, mandou fazer) no Suno um album inteiro. Mandou fazer CD's desse albúm. Deu concertos e vendeu nesses concertos os CD's como se fossem criação dele, mas nunca uma palavra sobre ter sido feito no Suno. 
O que ele se calhar não sabe é que tudo o que é gerado por AI tem um ID digital escondido que pode facilmente ser revelado. O Deezer por exemplo já faz isso.

É uma questão de transparência e de ética de trabalho, mas volto a dizer "a mentira tem perna curta".
Boa sorte para o teu projecto!
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