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Amílcar Fidelis :: o tesouro da ilha!
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xamonix
Não posso deixar de prestar uma singela homenagem neste espaço ao Amílcar Fidelis. Um dos pioneiros da rádio de autor que ajudou a desbravar caminhos na música mais alternativa e independente.
Do blog radiocritica.blogspot.com/2012/04/ilha-dos-encantos.html retirei esta súmula:
«A Ilha dos Encantos»: Amílcar Fidélis. Um ET da rádio, de voz estranha e enigmática, autor da maravilhosa “Ilha dos Encantos” na primeira etapa da RFM, desde 1987 até 1990. Noites de semana, da meia-noite às duas da manhã. Indie Pop de extremo bom gosto (Triffids "Goodbye Little Boy"; The Sundays "Can't Be Sure"; Pixies "La La Love You"; Anna Domino "Lake"), com rubricas fixas, como por exemplo “O Tesouro da Ilha”, que tinha a voz de Teresa Fernandes no jingle. Também havia alguns convidados esporádicos para se debater sobre determinado tema. Foi assim durante várias emissões no início de 1990 para fazer-se o balanço da década que entretanto acabara. Fidélis, com a então defunta década ainda a arrefecer, fez corajosamente o balanço dos anos 80 como ainda hoje ninguém conseguiu fazer sobre a década de 90.
e do JN www.jn.pt/arquivo/artigo/levantar-a-voz/467095 :
Chamava-se "A ilha dos encantos" e acolhia sensibilidades caracterológicas em regime de costas voltadas para o "mainstream". "Até pelo horário, entre a uma e as três da manhã, o auditório do programa era constituído só mesmo por quem queria ouvir", sintetiza Amílcar Fidelis, autor de um dos mais interessantes espaços radiofónicos - dedicado, essencialmente, à pop e ao rock independentes - que a Rádio Renascença acolheu na década de 80.
"Nessa altura, senti-me um pouco divulgador. Passava música que, ao nível da rádio, era difícil de encontrar, com excepção, talvez, dos programas do António Sérgio".
Antes, Amílcar Fidelis já tinha labutado pela exposição dos sons que julgava interessarem nas páginas do "Diário Popular" (no suplento "Sabadisco") e nas da revista "Música & Som". Aliás, na Rádio Renascença, também idealizou o "Ultra som". Era uma tarefa que radicava na intervenção enquanto processo de "ajuda aos interessados em conhecer as novas tendências", pormenoriza. Por outro lado, assume que contribuiu para "que certas quotas de mercado se abrissem mais". O método ajudava. Incluía "protocolos com discotecas, por exemplo, a Bimotor, e recurso copioso às importações".
Presentemente, Fidelis está afastado da vertente musical, após passagens pelo "Independente" e pela "Fórum Estudante", estadias nas rádios Mais e Press e depois de ter fundado a primeira revista online dedicada ao fenómeno sónico ("Musicnet").
Sobre John Peel, o ex-radialista refere que "nunca ouviu" os programas do britânico. No entanto, foi um dos inúmeros compradores das "Peel sessions" - "adquiri algumas, porque era possível apercebermo-nos como soavam algmas bandas no estado embrionário". Quando as emissões do DJ inglês desfilavam na XFM, em 1993, Amílcar Fidelis já "estava desligado da rádio". Emanuel Carneiro
Não posso deixar de prestar uma singela homenagem neste espaço ao Amílcar Fidelis. Um dos pioneiros da rádio de autor que ajudou a desbravar caminhos na música mais alternativa e independente.
Do blog radiocritica.blogspot.com/2012/04/ilha-dos-encantos.html retirei esta súmula:
«A Ilha dos Encantos»: Amílcar Fidélis. Um ET da rádio, de voz estranha e enigmática, autor da maravilhosa “Ilha dos Encantos” na primeira etapa da RFM, desde 1987 até 1990. Noites de semana, da meia-noite às duas da manhã. Indie Pop de extremo bom gosto (Triffids "Goodbye Little Boy"; The Sundays "Can't Be Sure"; Pixies "La La Love You"; Anna Domino "Lake"), com rubricas fixas, como por exemplo “O Tesouro da Ilha”, que tinha a voz de Teresa Fernandes no jingle. Também havia alguns convidados esporádicos para se debater sobre determinado tema. Foi assim durante várias emissões no início de 1990 para fazer-se o balanço da década que entretanto acabara. Fidélis, com a então defunta década ainda a arrefecer, fez corajosamente o balanço dos anos 80 como ainda hoje ninguém conseguiu fazer sobre a década de 90.
e do JN www.jn.pt/arquivo/artigo/levantar-a-voz/467095 :
Chamava-se "A ilha dos encantos" e acolhia sensibilidades caracterológicas em regime de costas voltadas para o "mainstream". "Até pelo horário, entre a uma e as três da manhã, o auditório do programa era constituído só mesmo por quem queria ouvir", sintetiza Amílcar Fidelis, autor de um dos mais interessantes espaços radiofónicos - dedicado, essencialmente, à pop e ao rock independentes - que a Rádio Renascença acolheu na década de 80.
"Nessa altura, senti-me um pouco divulgador. Passava música que, ao nível da rádio, era difícil de encontrar, com excepção, talvez, dos programas do António Sérgio".
Antes, Amílcar Fidelis já tinha labutado pela exposição dos sons que julgava interessarem nas páginas do "Diário Popular" (no suplento "Sabadisco") e nas da revista "Música & Som". Aliás, na Rádio Renascença, também idealizou o "Ultra som". Era uma tarefa que radicava na intervenção enquanto processo de "ajuda aos interessados em conhecer as novas tendências", pormenoriza. Por outro lado, assume que contribuiu para "que certas quotas de mercado se abrissem mais". O método ajudava. Incluía "protocolos com discotecas, por exemplo, a Bimotor, e recurso copioso às importações".
Presentemente, Fidelis está afastado da vertente musical, após passagens pelo "Independente" e pela "Fórum Estudante", estadias nas rádios Mais e Press e depois de ter fundado a primeira revista online dedicada ao fenómeno sónico ("Musicnet").
Sobre John Peel, o ex-radialista refere que "nunca ouviu" os programas do britânico. No entanto, foi um dos inúmeros compradores das "Peel sessions" - "adquiri algumas, porque era possível apercebermo-nos como soavam algmas bandas no estado embrionário". Quando as emissões do DJ inglês desfilavam na XFM, em 1993, Amílcar Fidelis já "estava desligado da rádio". Emanuel Carneiro
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