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20. Geese – Getting Killed
Para fãs de: Talking Heads, black midi, Velvet Underground
O sucesso dos Geese é uma prova de que a maneira do Rock se conectar com a nova geração é através da visceralidade. A banda não foge do risco, soando constantemente anárquica e teatral, encaixando ideias até onde não há mais espaço; Getting Killed faz o ouvinte constantemente sentir como se estivesse em um comboio descarrilando, e essa adrenalina atrai e conquista quem está aberto a uma sonoridade mais experimental. Tem tudo para se tornar um disco símbolo de uma geração, repetindo a receita de nomes como Talking Heads e Velvet Underground para uma nova legião de fãs.

19. Blood Orange – Essex Honey
Para fãs de: Frank Ocean, James Blake, Toro y Moi
Um dos artistas mais plurais de seu tempo, Dev Hynes está de volta com Essex Honey, um disco delicioso que passa por R&B, Funk, Pop experimental e música ambiente com a facilidade de quem caminha em linha recta. O trabalho de Blood Orange é, mais uma vez, cinematográfico: por mais estranho que parece, o álbum soa visual, com uma sonoridade que te transporta para o clipe mesmo que você não o esteja assistindo.

18. The Callous Daoboys – I Don’t Want to See You in Heaven
Para fãs de: The Dillinger Escape Plan, Between The Buried and Me, Every Time I Die
O Mathcore não é exatamente um género novo, mas I Don’t Want to See You in Heaven é uma das melhores portas de entrada possíveis para ele. O novo trabalho dos The Callous Daoboys parece brincar com o próprio colapso, trazendo agressividade, groove e belas melodias em meio a bom humor; é um álbum performático, que foge de qualquer aspecto de linearidade e se mostra mais um caminho acertado na música pesada, até quando a banda não se leva a sério e parece ironizar a própria existência.

17. PinkPantheress – Fancy That
Para fãs de: Charli xcx, Doja Cat, Shygirl
Um dos grandes hits nas redes sociais do ano, “Illegal” é a base para tudo que Fancy That oferece. O álbum de PinkPantheress transforma a nostalgia Y2K, uma estética mais em alta do que nunca, numa linguagem contemporânea, amarrada em referências da cultura clubber do Reino Unido. Para isso, ela usa elementos fortes do Bedroom Pop, criando uma atmosfera de intimidade em meio à sensação da pista de dança – e, para quem estiver disposto a ir além do sucesso viral, Fancy That certamente tem muito a entregar.

16. Dijon –Baby
Para fãs de: Bon Iver, Frank Ocean, D’Angelo
Baby é um disco que parece simultaneamente à frente de seu tempo e nostálgico. É perceptível a influência do Pop radiofónico oitentista, além de referências claras a nomes como Prince e D’Angelo para destacar a inspiração no Soul, R&B e Rock; no entanto, a busca por uma estética confessional, que remete a artistas contemporâneos como Bon Iver e Frank Ocean, transforma o álbum de Dijon quase em uma colagem, como se tivesse sido montado para destacar cada nuance no momento certo.

15. Sleep Token – Even in Arcadia
Para fãs de: Bring Me the Horizon, Bad Omens, Deftones
Talvez o álbum mais polémico do ano, Even in Arcadia soa como uma provocação aos metaleiros. Os Sleep Token nunca se preocuparam com rótulos e aqui, mais do que nunca, abraçam sem vergonha alguma os elementos de Metal extremo, Pop, R&B e até Reggaeton em uma fusão única de estilos que já passou a ser inevitável. O carácter ritualístico da banda irrita alguns e conquista outros mas, musicalmente falando, o álbum é um passo gigante para fazer o Rock e o Metal se popularizarem novamente – e, ironicamente, são justamente os que reclamam da morte desses géneros que parecem se incomodar tanto com isso.

14. Creepy Nuts – LEGION
Para fãs de: Beastie Boys, Kero Kero Bonito, BROCKHAMPTON
Praticamente todo o fã de anime conhece o Creepy Nuts graças a “Otonoke”, emblemática abertura da primeira temporada de Dan Da Dan. O hit, no entanto, é apenas um dos bons momentos de LEGION, álbum que mistura Rap, humor, referências Pop, belas melodias instrumentais e vocais e críticas sociais em músicas cheias de camadas, que muitas vezes parecem simples e divertidas à primeira ouvida e, com o tempo, vão se revelando bastante complexas.

13. Thornhill – BODIES
Para fãs de: Deftones, Loathe, Northlane
No meio de uma geração de bandas claramente influenciadas pelo Nu Metal e Metalcore, os Thornhill destacam-se por criar um som mais sensorial do que a vasta maioria de seus contemporâneos. Em BODIES, a banda australiana refina sua fórmula ao melhor formato até hoje, com guitarras que criam atmosfera, vocais que transitam entre fragilidade e explosão e uma produção que trata cada faixa como um espaço físico.
O disco funciona muito bem quando encosta na fronteira entre agressão e intimidade, trazendo riffs que esmagam e melodias que seduzem – talvez, neste caso, um resultado direto da grande e perceptível influência de Deftones. O cuidado com a dinâmica também chama atenção, e a estética é outro ponto importante para se conectar à nova geração.

12. DRAIN – …Is Your Friend
Para fãs de: Suicidal Tendencies, Power Trip, Corrosion of Conformity
Destaque na cena Hardcore há algum tempo, os DRAIN acertam mais do que nunca no novo disco …Is Your Friend. O álbum abraça uma estética (quase) perdida do Crossover Thrash, género que mistura influências de Punk e Thrash Metal e ganhou fama com nomes como Suicidal Tendencies e Corrosion of Conformity.
Aqui, como em outros destaques do gênero, chama atenção a agressividade tão veloz quanto groovada, e uma faixa como “Stealing Happiness From Tomorrow” é perfeita para abrir aquela roda punk insana em um “inferninho” lotado. Por outro lado, “Who’s Having Fun?” tem um aspecto mais divertido, remetendo a influências do Skate Punk.

11. CMAT – Euro-Country
Para fãs de: Kacey Musgraves, Jenny Lewis, Orville Peck
A combinação improvável de Indie Pop e música Country rendeu à cantora irlandesa Ciara Mary-Alice Thompson um dos melhores discos de 2025 no mundo todo.
Aqui, CMAT chega ao seu terceiro álbum e apresenta uma sonoridade que ninguém mais tem, e para isso, mistura letras extremamente pessoais com uma sonoridade que deixa o ouvinte tentando entender novos caminhos o tempo todo. Original, improvável e poderoso, Euro-Country não apenas conquistou novos fãs para CMAT como também serviu de base para outras artistas contemporâneas como Hayley Williams, que citou o álbum como um dos seus favoritos em 2025.